A abertura da safra do aipim da terra preta aconteceu nesta quarta-feira, 25, e destacou a produção nos arredores da rodovia Antônio Heil. O evento marcou o início da nova safra de um dos produtos mais tradicionais da agricultura familiar em Itajaí, cultivado na região da rodovia.
O aipim da terra preta tem como principal característica o solo turfoso, escuro e rico em matéria orgânica, formado ao longo de milhares de anos. Esse diferencial natural influencia diretamente na qualidade do produto, com destaque para sabor, textura e valor nutricional superior em comparação ao aipim cultivado em solos minerais.
De acordo com a secretária de Agricultura e Expansão Urbana de Itajaí, Flávia Sehn, o produto já é reconhecido pela população local como referência de qualidade, e agora passa por um processo de validação científica e certificação.
Segundo ela, estudos técnicos confirmam as características diferenciadas do aipim cultivado nesse tipo de solo, o que reforça a importância de valorizar a produção local e ampliar o reconhecimento do produto.
O aipim da terra preta também integra a alimentação escolar de Itajaí. É utilizado na merenda dos alunos da rede pública, em que aparece no cardápio das escolas como complemento em forma de purê, cozido ou refogado. Durante o evento, a Univali Sabores apresentou diferentes preparações com o produto.
Certificação
Um dos principais avanços relacionados ao aipim da terra preta é o processo de obtenção da Indicação Geográfica (IG), selo que reconhece produtos com características específicas vinculadas ao seu local de origem.
O processo teve início em 2019 e envolve uma atuação conjunta da Epagri, Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Sebrae, Cooperar e Secretaria de Agricultura.
A IG é um registro concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) que identifica a origem geográfica de um produto e assegura que determinadas qualidades, reputação ou características estão diretamente ligadas ao território onde é produzido.
No caso do aipim da terra preta, o selo busca reconhecer oficialmente a relação entre o produto e o solo turfoso de Itajaí.
Além de valorizar a identidade regional, a certificação amplia a competitividade no mercado, protege o modo de produção tradicional e pode gerar maior renda aos agricultores.
O processo já está em fase final de estruturação, com estudos técnicos que comprovam cientificamente a qualidade do produto, etapa essencial para a obtenção do registro.
RIQUEZAS DA REGIÃO
Abertura da safra do aipim da terra preta destaca produção nos arredores da rodovia Antônio Heil
Produto da agricultura familiar avança para certificação nacional e reforça economia rural da região
Por Redação
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