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Conquista olímpica

Alunas de Brusque conquistam terceiro lugar na Olimpíada Brasileira de Empreendedorismo

Projeto Solo Delas, desenvolvido pelas estudantes do Colégio São Luiz, está entre os três melhores do país

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Cinco alunas do Colégio São Luiz conquistaram o terceiro lugar na Olimpíada Brasileira de Empreendedorismo (OBE) com o projeto Solo Delas. Laura Thomaz, Isabela Dematé, Isis Soares Cesário, Sara Bernardo Amorim e Maria Anthonia Cunha Sophiatti, do 6º ano

A iniciativa propõe a produção de adubo orgânico a partir do reaproveitamento de resíduos e foi desenvolvida inicialmente dentro da sala de aula, a partir de uma proposta relacionada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Segundo a professora orientadora, Priscila Motter, a participação na Olimpíada não fazia parte dos planos iniciais do projeto. A oportunidade surgiu quando a professora recebeu informações sobre a OBE e decidiu inscrever alguns dos projetos desenvolvidos pelos estudantes dentro das aulas de Empreendedorismo. Ao todo, dez equipes do Colégio São Luiz participaram da primeira etapa. O Solo Delas foi o projeto que avançou para a segunda fase.

Com a classificação e o retorno da banca avaliadora, o projeto precisou ser aprimorado e passou a ser desenvolvido com uma perspectiva mais próxima de uma startup. A professora explica que as estudantes já haviam criado um primeiro protótipo de adubo orgânico, mas os testes ainda eram realizados de maneira inicial. Foi então que a equipe começou a buscar formas de validar a proposta, melhorar a formulação e pensar em como produzir o adubo em maior escala.

“Quando eu me deparei com o feedback da banca, eu pensei: agora, se a gente quiser avançar, vai ter que fazer algo bem feito, realmente transformar isso em um modelo de negócio”.

Ciclo Solo Delas

Um dos primeiros desafios foi pensar na quantidade de matéria-prima necessária. A equipe passou a buscar resíduos que pudessem ser arrecadados em maior volume, chegando a materiais como café, casca de ovo e casca de banana. A busca por matéria-prima levou o projeto a estabelecer uma parceria com o Hotel 101. A equipe deixou recipientes no local para a coleta de resíduos e, em apenas um dia, arrecadou quase dois quilos de materiais.

A coleta também aconteceu no Colégio São Luiz, envolvendo a turma do 4° ano. Em menos de uma semana, foram arrecadados mais de 22 quilos de resíduos. Essa etapa deu origem ao conceito do Ciclo Solo Delas, que amplia a proposta para além da produção do adubo.

Depois da arrecadação, os materiais foram quantificados e secos para que a equipe pudesse analisar a perda de umidade de cada ingrediente e compreender melhor a composição necessária para o produto.

Com a necessidade de apresentar resultados em pouco tempo, a equipe também buscou uma forma de testar a eficácia do adubo. A professora encontrou um equipamento para medir a fertilidade do solo e iniciou testes padronizados.

Foram utilizados quatro vasos, todos nas mesmas condições: um recebeu o adubo desenvolvido pelas estudantes; outro, um adubo orgânico já comercializado; um terceiro recebeu adubo químico; e o último permaneceu sem adubação. Os testes indicaram um aumento significativo na fertilidade do solo após a aplicação do produto desenvolvido pelas estudantes. Segundo Priscila, houve um aumento de aproximadamente seis vezes na medição inicial.

Com os resultados das coletas e dos testes, as estudantes estruturaram a apresentação do Solo Delas e avançaram para a etapa seguinte da competição, ficando entre os 10 melhores projetos do Brasil e, posteriormente, após uma nova apresentação para a banca avaliadora, conquistaram o terceiro lugar na Categoria I, que reuniu projetos de alunos do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental de todo o país.

Resultado inédito

Integrante da equipe, Sara Bernardo Amorim conta que o grupo não imaginava chegar tão longe. “A gente não esperava, porque estávamos muito, muito, muito nervosas. Mas percebemos que, como somos muito unidas, fomos seguindo em frente e conseguimos chegar onde estamos hoje". Para Isis Soares Cesário, o nervosismo esteve presente em diferentes momentos da competição, especialmente durante as classificatórias. “Quando eu descobri que passamos para o pitch ao vivo, eu fiquei bem orgulhosa. Eu também não esperava que chegaria tão longe".

A união também foi um dos pontos destacados por Laura Thomaz. "Todo mundo ajudou um pouquinho. A professora ajudou bastante. Ela deu várias ideias, o que foi aprimorando as nossas ideias-base". Já Maria Anthonia Cunha Sophiatti destaca a classificação como um dos momentos mais marcantes de toda a experiência. “A parte mais divertida do processo foi descobrir que a gente estava classificada nas Olimpíadas. Isso foi uma conquista bem legal para as meninas e para mim também”.

Para Isabela Dematé, que participou da apresentação ao vivo, a conquista foi acompanhada de nervosismo, alívio e gratidão. “Eu me senti muito honrada porque eu realmente estava muito nervosa. Foi uma situação de muito alívio porque a gente conseguiu ficar entre os top 3. Foi um momento de muita gratidão também”.

Para a professora Priscila, o terceiro lugar é resultado de um processo intenso, no qual as estudantes tiveram participação fundamental em cada etapa. “Foi bastante trabalho. Foi cansativo, mas as meninas também se dedicaram e tiveram um papel fundamental. Estamos muito felizes com essa conquista".

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