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POLÍTICA

Análise: Hermes Klann, um prefeito de consenso para Brusque em 2028

"Hermes seria um prefeito de consenso, capaz de unir, mesmo que indiretamente, todos os destros".

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Aqui vai uma análise política:

Não é necessário nem dizer que é cedo para falarmos sobre as eleições de 2028. Sequer passamos pela de 2026. No entanto, a articulação atual já é pensando na sucessão do prefeito André Vechi (PL).

Antes, vamos focar em 2026: de um lado, o governo municipal vai lançar o vice-prefeito Deco Batisti (PL) como candidato a deputado estadual. Na oposição, a aposta é mais uma vez em João Martins (PSD), mas para o cargo de deputado federal. Esta disputa, apesar de ser em cargos distintos, dirá muito sobre como será o pleito de 2028.

Deco promete não concorrer à prefeitura caso seja eleito deputado estadual. O próprio governo, nos bastidores, não tem certeza de quem será o sucessor de Vechi caso Deco chegue à Assembleia Legislativa. Porém, o cenário começa a se desenhar.

Nomes são colocados à mesa das discussões prévias. Um deles, que salta aos olhos, é o do senador Hermes Klann (PL). Podemos defini-lo como um “prefeito de consenso”.

Primeiro suplente, Hermes ocupa hoje uma cadeira no Senado na vaga de Jorge Seif (PL). O titular tirou licença do cargo e, assim, o brusquense assumiu o posto provisoriamente.

A cerimônia de posse de Hermes em Brasília, no começo de maio, chamou a atenção pela presença de dois personagens da política local, adversários ferrenhos: André Vechi e João Martins.

Hermes tem trânsito nos dois lados. Agrada o governo e agrada a oposição. Uma eventual candidatura seria uma união entre os dois grupos da direita.

Claro, uma união com sorriso amarelo. Uma união indireta. Quase que uma bandeira branca na briga que há hoje.

Outros fatores pesam: Hermes é muito benquisto pelo empresário Luciano Hang e pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL). Um “chapão” sob o número 22 na urna deve ter apenas o PT como adversário e algum outro relutante em se aliar ao grande grupo. Por isso Hermes seria um prefeito de consenso, capaz de unir, mesmo que indiretamente, todos os destros.

E há um outro fator que pesa favoravelmente ao governo: se Hermes for o candidato do PL, dificilmente João Martins se apresenta na disputa. Assim, com Hermes, o governo terá um candidato que gosta e, ao mesmo tempo, inibe o principal adversário.

Isso aqui é a mais completa especulação. Uma análise de um cenário extremamente distante, que pode mudar em outubro deste ano, após o resultado das urnas. Porém, hoje, seria a melhor saída para a direita de Brusque.

Talvez, os ventos políticos possam soprar favoravelmente a Hermes.

Para concluir, deixo aqui as aspas de uma pessoa experiente no trato político:

“Hoje, qual é o cenário?: Deco vs. João em 2028. Mas a política não é tão exata. Talvez, aconteça algo que a gente ainda não está vendo”.

Dispensa explicação.

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