Em Brusque se acorda cedo para trabalhar. Aqui se produz muito, se cresce com consistência. A cidade tem indústria forte, comércio pulsante, gente que faz acontecer.
Quem vive aqui sabe: Brusque não pede licença pra evoluir…
Mas existe um lugar onde essa força simplesmente não aparece. Na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Brusque não tem cadeira. Portanto, não tem voz, tampouco representatividade.
E isso é um problema que parece não ter fim.
Entre 2023 e 2025, o município recebeu aproximadamente R$ 10 milhões em emendas parlamentares estaduais. No mesmo período, cidades do mesmo porte, às vezes até menores, receberam duas, três, até quatro vezes mais.
Apesar da conta não fechar, a matemática, na realidade, é muito simples: cada deputado estadual tem cerca de R$ 10 milhões por ano para indicar em investimentos. Num mundo perfeito, a distribuição seria isonômica e alheia a caprichos eleitoreiros. Mas não vivemos em um mundo perfeito. Quem está lá, distribui pra sua base. Já quem não tem voz, fica com o pires na mão, em busca de “migalhas” dos representantes.
No final, o que conta é o voto que o deputado espera receber de sua base…
Enquanto outras cidades garantem obras, recursos e projetos, Brusque segue disputando espaço, tentando encaixar demandas, dependendo de articulações que nem sempre priorizam a cidade.
E não é por falta de gente. Somos quase 100 mil eleitores. Se somarmos a região, passamos fácil dos 120 mil. Isso é voto suficiente para eleger representação própria. Não só no estado, mas em Brasília também.
Mas, eleição após eleição, esse voto se dispersa. Vai para fora. Se dilui. Se perde.
Estamos falando de ausência de voz, prioridade e, principalmente, de investimentos.
Não existe cidade forte sem representação forte. Não existe crescimento sustentável quando as decisões são tomadas sem você na mesa.
É nesse ponto que entra uma escolha que não é partidária, não é ideológica e nem circunstancial.
Votar em um candidato de Brusque para nos representar na Assembleia é uma decisão prática, com impacto direto no que a cidade recebe (ou deixa de receber).
Precisamos entender de uma vez por todas que política estadual não é algo distante... O efeito das decisões de nossos parlamentares chegam na obra que acontece, no recurso que vem, no projeto que sai do papel…
Ou… No que não acontece.
O movimento Brusquense vota por Brusque nasce com um objetivo simples: colocar essa discussão no centro. Sem distorção, sem ruído, sem torcida organizada.
Só com uma pergunta clara: até quando Brusque vai continuar sem representante, mesmo sendo uma das principais economias de Santa Catarina?
Nós não vamos dizer em quem você deve votar. Mas estamos propondo uma reflexão profunda sobre o papel que Brusque deveria estar representando em Florianópolis.
Se trata, também, de entender o que está em jogo quando se vota.
Caro leitor. No fim, a lógica é direta: cidades que se fazem representadas avançam mais. Cidades que não se representam, assistem e torcem pra sobrar algum recurso aqui ou ali.
Brusque já mostrou muitas vezes do que é capaz. Talvez esteja na hora de mostrar isso também onde as decisões são tomadas.
Em outubro, considere votar em candidatos de Brusque!
EDITORIAL
Brusquense vota por Brusque: um manifesto do Brusque Discover, do Portal da Cidade e do Visão+
Manifesto defende voto local nas eleições estaduais
Por Hamilton Junior, Wilson Schmidt Junior e Ana Massambani
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