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Cesta Básica

Cesta básica em Brusque no mês de julho tem diminuição de 1,39%

Entre os itens da cesta, aqueles que aumentaram de preço no mês no município foram tomate (3,84%), feijão (2,96%), óleo (0,92%) e pão (0,79%).

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A cesta básica da cidade de Brusque apresentou o 13° maior preço no mês de julho, entre as 18 cidades onde a pesquisa é realizada, custando R$ 623,27, com uma queda de -1,39% em relação a junho. A pesquisa é realizada em Brusque por iniciativa do Fórum das Entidades Sindicais de Trabalhadores de Brusque e Região (Fórum Sindical), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Fiação e Tecelagem de Brusque (Sintrafite).

Em julho de 2023, o trabalhador de Brusque, remunerado pelo salário-mínimo de R$ 1.320,00, se considerarmos o salário-mínimo líquido (R$ 1.221,08), após o desconto de 7,5% da Previdência Social, precisou comprometer 51,04% da remuneração para adquirir os produtos da cesta básica, que é suficiente para alimentar um adulto durante um mês.

Entre os itens da cesta, aqueles que aumentaram de preço no mês no município foram tomate (3,84%), feijão (2,96%), óleo (0,92%) e pão (0,79%). Já os itens que diminuiram de preço foram a batata (-13,22%), manteiga (-8,94%), café (-3,76%), banana (-3,08%), arroz (-2,12%), farinha de trigo (-1,79%), leite (-0,87%), carne (-0,86%) e açúcar (-0,24%).

Cesta Básica nas capitais

Conforme dados do DIEESE relacionados às 17 capitais onde a pesquisa é realizada, entre junho e julho de 2023, as quedas mais importantes ocorreram em Recife (-4,58%), Campo Grande (-4,37%), João Pessoa (-3,90%) e Aracaju (-3,51%). A variação positiva foi observada em Porto Alegre (0,47%); e, nas demais cidades, houve relativa estabilidade, Salvador (0,03%), Brasília (0,04%) e Fortaleza (0,05%).

Porto Alegre foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 777,16), seguida de São Paulo (R$ 769,95), Florianópolis (R$ 746,66) e do Rio de Janeiro (R$ 738,12). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 547,22), João Pessoa (R$ 581,31), Recife (R$ 592,71) e Salvador (R$ 596,04).

Com base na cesta mais cara, que, em julho, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em julho de 2023, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.528,93 ou 4,95 vezes o mínimo de R$ 1.320,00.

TABELA 1

Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos

Custo e variação da cesta básica em 17 capitais e município de Brusque

Brasil – julho de 2023

Capital
Valor da cesta
Variação mensal (%)
Porcentagem do Salário Mínimo Líquido
Tempo de trabalho
Variação no ano
(%)
Variação em 12 meses
(%)
Porto Alegre
777,16
0,47
63,65
129h32m
1,51
3,23
São Paulo
769,95
-1,67
63,06
128h20m
-2,70
1,25
Florianópolis
746,66
-3,22
61,15
124h26m
-2,93
-0,94
Rio de Janeiro
738,12
-0,39
60,45
123h01m
-1,94
1,99
Campo Grande
698,31
-4,37
57,19
116h23m
-6,17
-1,23
Curitiba
690,31
-1,56
56,54
115h03m
-1,20
0,22
Brasília
687,58
0,04
56,31
114h36m
-5,65
-2,32
Vitória
674,54
-2,43
55,24
112h25m
-7,44
-3,74
Fortaleza
661,50
0,05
54,18
110h15m
1,15
3,12
Goiânia
657,71
-1,74
53,87
109h37m
-6,66
-2,26
Belo Horizonte
652,78
-0,49
53,46
108h48m
-6,25
0,11
Belém
650,42
-1,44
53,27
108h24m
1,72
2,73
Brusque
623,27
-1,39
50,99
103h53m
1,49
Natal
613,64
-2,95
50,26
102h16m
5,01
4,44
Salvador
596,04
0,03
48,82
99h20m
4,44
1,62
Recife
592,71
-4,58
48,54
98h47m
4,89
-3,88
João Pessoa
581,31
-3,90
47,61
96h53m
3,47
1,52
Aracaju
547,22
-3,51
44,82
91h12m
5,02
0,87

Fonte: DIEESE

Cesta x salário mínimo

Nacionalmente, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica passou de 113 horas e 19 minutos, em junho, para 111 horas e 08 minutos, em julho. Já em julho de 2022, a jornada média foi de 120 horas e 37 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5%, referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, em julho de 2023, 54,61% do rendimento líquido para adquirir os produtos alimentícios básicos, e, em junho, 55,63%. Em julho de 2022, o percentual ficou em 59,27%.

Tratando-se da cidade de Brusque, a comparação entre o custo da cesta e o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5%, referente à Previdência Social, observa-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, em julho de 2023, 51,04% do rendimento líquido para adquirir os produtos alimentícios básicos, e em junho, 51,77%, tendo uma variação de -1,39%. O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 103h53min.

Comportamento dos preços dos produtos da cesta[1]

  • Entre junho e julho, o valor do quilo do feijão carioquinha diminuiu em todas as cidades onde é pesquisado (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e em São Paulo), com taxas de variação entre -11,59%, em Belo Horizonte, e             -3,98%, em Natal. Em 12 meses, todas as cidades apresentaram redução, com destaque para Belo Horizonte (-22,06%) e Campo Grande (-16,20%). O feijão tipo preto, coletado nas capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, também registrou diminuição de preço em todas as capitais (Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Vitória e no Rio de Janeiro). Em julho, as quedas oscilaram entre -0,38%, no Rio de Janeiro, e -5,06%, em Florianópolis. Em 12 meses, Vitória         (-2,24%) e Curitiba (-0,59%) tiveram taxas negativas; e, Florianópolis (4,82%), Porto Alegre (3,42%) e Rio de Janeiro (0,41%), taxas positivas. A baixa demanda pelos grãos devido às férias escolares e a oferta normalizada pela colheita da 3ª safra, diminuiu o preço dos dois tipos de feijão. Na pesquisa realizada em Brusque, o feijão apresentou aumento de 2,96% em comparação com o mês anterior, registrando média de R$ 6,95/kg.
  • Houve queda do valor médio do quilo da carne bovina de primeira em todas as cidades, com variação entre -7,16%, em Florianópolis, e -0,86%, em Vitória. Em 12 meses, todas as capitais tiveram diminuição do preço médio, com destaque para as variações acumuladas em Goiânia (-12,25%) e Brasília (-11,71%). A menor demanda interna e o aumento do número de animais para abate reduziram os preços no varejo. Em Brusque o preço médio da carne também apresentou queda, com diminuição de 0,86% em relação a junho.
  • O preço do quilo da batata diminuiu em quase todas as cidades, entre junho e julho. A alta foi anotada em Porto Alegre (3,59%). As quedas oscilaram entre -33,12%, em Campo Grande, e -5,95%, em São Paulo. Em 12 meses, todas as cidades tiveram variações positivas, sendo que as maiores ocorreram em Porto Alegre (26,51%) e Brasília (19,72%). A maior oferta, devido à colheita da safra de inverno, diminuiu os preços no varejo. Em Brusque também houve queda, com diminuição de 13,22% em relação a junho.
  • O preço do óleo de soja baixou em 14 das 17 capitais; e, os recuos variaram entre -8,27%, em Natal, e -1,50%, em Goiânia. As altas ocorreram em Belo Horizonte (0,36%), Porto Alegre (0,88%) e Curitiba (2,25%). Em 12 meses, o movimento foi de diminuição em todas as cidades, com destaque para as taxas do Rio de Janeiro (-42,05%), Brasília (-41,61%) e Curitiba (-41,12%). Houve grande valorização dos preços do grão no mercado interno; no entanto, esse movimento não se refletiu na demanda por óleo de soja. Assim, os preços nos supermercados das capitais do país seguiram em queda.
  • O preço do leite integral diminuiu em 14 capitais. As quedas mais expressivas ocorreram em Porto Alegre (-4,80%) e Campo Grande (-4,30%). Em Belo Horizonte, o preço médio não variou e Natal (0,61%) e João Pessoa (1,24%) mostraram taxas positivas. Em 12 meses, houve diminuição em todas as cidades, exceto Belém (0,97%). As taxas oscilaram entre -28,73%, em Porto Alegre, e           -6,31%, em Recife. O final da entressafra e a menor demanda diminuíram o valor do leite integral no varejo.
  • No mês de julho, o preço do quilo da farinha de trigo baixou em todas as capitais do Centro-Sul, onde é pesquisada. As variações oscilaram entre -3,99%, em Vitória, e -0,97%, em Campo Grande. Em 12 meses, o comportamento foi diferenciado nas capitais, em São Paulo (6,48%) e em outras três cidades houve elevação dos preços; em Florianópolis, não houve variação; e, em outras cinco capitais foi registrada redução, com destaque para Goiânia (-7,70%). Já o quilo do pão francês apresentou elevação em 13 cidades, sendo que as variações estiveram entre 0,08%, em Aracaju, e 1,24%, em Vitória; e, as diminuições ocorreram em Florianópolis (-0,73%), Brasília (-0,46%), Natal (-0,29%) e São Paulo (-0,06%). Em 12 meses, 16 cidades tiveram variação acumulada positiva, com destaque para Recife (24,11%) e Fortaleza (11,35%). Apenas em João Pessoa, o percentual foi negativo, de -1,87%. O ritmo de compra e venda de trigo seguiu lento em julho, à espera de como se dará a safra nacional. No varejo, no entanto, os dois derivados do trigo tiveram comportamentos distintos. O preço do quilo da farinha de trigo em Brusque acompanhou a queda verificada nas capitais do Centro-Sul, com diminuição de 1,79%. Já o pão teve aumento de 0,79%.

TABELA 2

Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos

Custo e variação da cesta básica em Brusque

BRUSQUE – julho de 2023

SALÁRIO MÍNIMO NACIONAL
R$           1.320,00
SALÁRIO MÍNIMO NAC. LÍQUIDO
R$           1.221,08
RELAÇÃO CESTA BÁSICA / SMNL
51,04%

NOTA: (1) Tempo que o trabalhador remunerado com salário mínimo precisa para comprar a Ração Essencial Mínima (DL 399 30/04/38)

NOTA TÉCNICA: A partir do mês de setembro/05 os locais de coleta de preços da cesta básica já se basearam nos novos locais de compra definidos pela Pesquisa de Local de Compra realizada entre os meses de MARÇO e junho de 2005.


[1] Fontes de consulta: Cepea - Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - ESALQ/USP, Unifeijão, Conab - Companhia Nacional de Abastecimento, Embrapa, Agrolink, Globo Rural, artigos diversos em jornais e revistas.

Fonte: Assessoria.

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