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Investigação

Empresário preso na Operação “Pão e Circo” realizou evento em Brusque em 2018

Empresário é suspeito de integrar cartel investigado por fraudes em licitações de shows

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O empresário José Clemir Spinelli, de 54 anos, preso na manhã desta terça-feira (7) durante a Operação “Pão e Circo”, já realizou evento em Brusque por meio da Spinelli Produções. A informação sobre a prisão foi publicada pelo NSC Total.

Em 2018, a empresa promoveu no município um evento, realizado no antigo Ophera, próximo à rótula da Apae. A atração principal foi o grupo Atitude 67.

Spinelli foi preso em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, durante a operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em conjunto com a Polícia Civil.

O empresário é dono da Spinelli Produções, empresa que venceu diversas licitações para a promoção de shows tradicionais, principalmente em cidades do interior catarinense.

Nas redes sociais, Clemir Spinelli aparecia em fotos ao lado de artistas de renome nacional, como Israel & Rodolfo, João Neto & Frederico, Luan Pereira entre outros. Apesar disso, a investigação aponta que as irregularidades estariam relacionadas às licitações para realização de eventos, e não a shows específicos dos artistas citados.

Segundo o Ministério Público, o empresário é um dos suspeitos de integrar um cartel que teria estruturado e colocado em prática um esquema de fraude em licitações para eliminar concorrentes, manipular preços e dominar o mercado de shows com artistas de renome nacional.

Conforme o MPSC, as fraudes também envolveriam o pagamento e recebimento de propina por empresários e agentes públicos para viabilizar o esquema. A investigação ainda apura lavagem de dinheiro para ocultar valores obtidos com as irregularidades.

O Portal Visão+ deixa em aberto espaço para manifestação da defesa da Spinelli Produções e José Clemir Spinelli.

Brusque entre as cidades com mandados

No município de Brusque, um dos alvos das buscas, as diligências da força-tarefa concentraram-se estritamente na esfera privada, mirando empresários do ramo de eventos, sem qualquer envolvimento ou cumprimento de mandados em órgãos públicos municipais.

Ao todo, as diligências ocorreram em 18 cidades de Santa Catarina e também em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Em Santa Catarina, os mandados foram cumpridos em Abdon Batista, Apiúna, Aurora, Bombinhas, Brusque, Canoinhas, Governador Celso Ramos, Indaial, Itaiópolis, Itapema, Laurentino, Mafra, Palhoça, Porto Belo, Pouso Redondo, Santa Terezinha, São Bento do Sul e Três Barras.

Como a investigação envolve pessoas com foro por prerrogativa de função, as medidas foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

Bloqueio de R$ 9 milhões em bens

A operação resultou em diversas medidas judiciais contra agentes públicos, ex-agentes públicos, empresários e outros investigados.

Entre as determinações está o bloqueio de cerca de R$ 9 milhões em bens e valores, com o objetivo de garantir eventual reparação ao erário, conforme o Ministério Público.

Também foram aplicadas medidas cautelares, como afastamento de funções, restrições para contratar com o poder público, proibição de acesso a repartições municipais e de contato entre investigados e testemunhas.

A investigação tramita em sigilo.

Fotos: Redes sociais

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