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PAGAMENTO PARCIAL

Ex-funcionários da Buettner que aguardam créditos trabalhistas podem estar próximos de nova etapa de pagamento

Justiça autorizou liberação de R$ 3,4 milhões que estavam em conta judicial

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A expectativa voltou a ganhar força entre ex-funcionários da Buettner Indústria e Comércio que ainda aguardam o recebimento de créditos trabalhistas no processo de falência da empresa.

A Justiça autorizou a liberação de R$ 3,4 milhões, que estavam depositados em conta judicial, mas o valor ainda precisa ser efetivamente transferido para que os repasses aos trabalhadores possam começar.

No dia 23 de janeiro deste ano, o juiz Uziel Nunes de Oliveira autorizou a liberação do valor, com prazo de 60 dias, o qual se encerra nesta quinta-feira, 26.

Segundo o advogado trabalhista do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Têxteis de Brusque e Região (Sintrafite), Márcio Silveira, a previsão é de que, após o encerramento desse prazo, o valor seja transferido aos credores.

Porém, ele ressalta que o pagamento aos trabalhadores depende da efetiva entrada do dinheiro e da conferência dos valores.

Diante disso, o advogado orienta aos trabalhadores que ainda têm créditos a receber a entrar em contato com o Departamento Jurídico do Sintrafite, por meio do contato de WhatsApp, a partir de segunda-feira, 30, para consultar se o valor já está disponível.

“Muitos trabalhadores estão vindo até de outras cidades e estão perdendo a viagem, porque os valores ainda não foram liberados”, comenta o advogado.

A orientação é que, antes de ir ao sindicato, o trabalhador deve entrar em contato com o setor jurídico para confirmar se o recurso já foi depositado.

WhatsApp do Departamento Jurídico do Sintrafite: (47) 9 8922-0706

Mais de mil trabalhadores serão beneficiados


Ao todo, serão beneficiados 1.136 credores trabalhistas, ou seja, trabalhadores e trabalhadoras que têm valores a receber no processo de falência. Desse total, aproximadamente 800 são representados pelo Sintrafite.

Márcio explica que o pagamento desta etapa será parcial, correspondendo a 13,71% do crédito atualizado de cada trabalhador.

Isso significa que ninguém receberá agora o valor total que tem a receber no processo, mas apenas uma parte.

Para facilitar a compreensão, o advogado dá um exemplo: se um trabalhador tem hoje R$ 10 mil a receber, nesta etapa ele deverá receber R$ 1.371,00, que corresponde justamente aos 13,71% do crédito atualizado.

“A dívida trabalhista atualizada no processo de falência da empresa gira em torno de R$ 24 milhões. Como o valor liberado agora é de R$ 3,4 milhões, o pagamento possível neste momento é proporcional a esse percentual’, comenta.

Processo ainda segue em andamento


Embora a autorização judicial represente um passo importante para os ex-funcionários da Buettner, o processo de falência ainda não terminou. De acordo com o advogado, ainda existem dois imóveis que precisam ser vendidos e que atualmente estão em fase de avaliação para posterior leilão.

A venda desses bens poderá gerar novos recursos e permitir futuras liberações aos credores trabalhistas, que continuam aguardando o recebimento integral dos valores. A expectativa é que este leilão aconteça ainda neste ano.

Uma espera que atravessa anos


Fundada em 1898, a Buettner foi uma das empresas mais tradicionais de Brusque e marcou a história do setor têxtil da cidade, empregando gerações de trabalhadores e trabalhadoras. Em abril de 2016, a falência da empresa foi decretada.

Desde então, os ex-funcionários acompanham um processo longo, marcado por etapas judiciais, leilões e sucessivas expectativas de pagamento.

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