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Eleição

Flávio aceita abrir sigilos, mas pede ao TSE dados de Lulinha, Janja, Vorcaro e cartão corporativo

Campanha do PL quer que o presidente se manifeste sobre os pedidos apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral

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O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta quarta-feira, 21, que aceita o desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico. A proposta, porém, foi acompanhada de uma série de condições apresentadas pela campanha do PL ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na petição, Flávio autoriza a divulgação dos próprios dados referentes aos últimos 20 anos, além de informações de familiares citados e de empresas de sua propriedade. Em contrapartida, pede que Lula amplie o alcance da autorização apresentada pelo petista, que abrange os últimos oito anos.

Entre as exigências estão a abertura dos sigilos do Instituto Lula, de empresas ligadas a familiares do presidente e de pessoas próximas ao governo. O senador também solicita a divulgação dos gastos do cartão corporativo da Presidência da República desde janeiro de 2023 e das agendas institucionais da primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja.

Pedidos envolvem assessores e Banco Master

A campanha de Flávio também pede a apresentação de informações sobre Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência, incluindo a autorização para a quebra de seu sigilo telefônico.

Outro ponto envolve o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A petição solicita informações sobre empresas ligadas a ele e a outros familiares de Lula, além de negócios no exterior e dados relacionados ao Instituto Lula e à empresa L.I.L.S. Palestras.

O documento também inclui pedidos relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A campanha quer acesso aos registros de entrada dele no Palácio do Planalto e no Palácio da Alvorada, além de informações sobre uma reunião com Lula, em dezembro de 2024.

Flávio solicita ainda a identificação de pessoas que visitaram Vorcaro enquanto ele esteve preso na sede da Polícia Federal, em Brasília, e de quem viajou em seu jatinho em novembro de 2025.

A petição também menciona a lobista Roberta Luchsinger, com pedidos de informações sobre relações com o governo, visitas a palácios presidenciais e viagens em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). Outro pedido envolve o sindicalista Frei Chico, irmão de Lula.

Desafio começou em debate

O impasse teve início durante o debate da Band, realizado no domingo, 18, quando Lula desafiou Flávio a autorizar a abertura dos sigilos bancário e telefônico.

Na terça-feira, 20, o presidente apresentou ao TSE um documento autorizando a divulgação de seus dados bancários, fiscais e telefônicos, assim como os de familiares, referentes aos últimos oito anos. A iniciativa foi condicionada à apresentação de autorização equivalente por parte do adversário.

Durante um encontro com apoiadores em Guarulhos (SP), nesta quarta-feira, Flávio afirmou que pretende levar a proposta adiante, mas defendeu que a divulgação das informações alcance também pessoas próximas ao presidente e outros dados relacionados à administração federal.

A campanha do senador classificou a iniciativa de Lula como insuficiente e questionou sua validade jurídica. Na petição, os advogados argumentam que eventuais irregularidades poderiam envolver terceiros, empresas ou pessoas interpostas, e não apenas as contas diretas do presidente.

O documento pede que o TSE intime Lula a se manifestar sobre as condições apresentadas por Flávio. Caso o presidente não concorde, a campanha solicita que a recusa seja registrada no processo.

Até as informações apresentadas nos relatos, não havia confirmação de que Lula tenha aceitado as condições adicionais propostas pelo adversário.

Foto:Renato Pizzutto/Band

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