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BRUSQUE NO SENADO

Hermes Klann será o segundo senador da história de Brusque

Empresário formará bancada catarinense no Senado ao lado de Ivete da Silveira, que é a primeira senadora brusquense da história

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O empresário Hermes Klann (PL) será o segundo senador da história de Brusque. Ele tomará posse nesta terça-feira, 5. Coincidentemente, Klann vai integrar a bancada catarinense no Senado ao lado de Ivete da Silveira (MDB), que é a primeira senadora brusquense da história.

Ele ocupará uma cadeira na Casa Alta por quatro meses, durante o período de licença do titular, Jorge Seif (PL). Klann foi eleito primeiro suplente ao lado de Seif nas eleições de 2022, e sempre será chamado para exercer o cargo em caso de ausência do titular.

A política brusquense frequentemente lamenta o fato de não possuir deputados estaduais e federais naturais de Brusque ou com domicílio eleitoral na cidade. Agora, curiosamente, terá dois dos três senadores do estado. Acompanham os brusquenses o florianopolitano Esperidião Amin (PP).

O escritor e ex-prefeito Danilo Moritz, autor do livro “Eleições em Brusque”, afirma que, além do Senado, o cargo mais alto que Brusque já alcançou é o de vice-governador. Agora, Klann entra para a história da política do município por exercer uma função nacional de extrema relevância.

Francisco Dall'Igna, o doutor Chico, foi o representante de Brusque no cargo de vice-governador. Ele exerceu a função ao lado de Ivo Silveira, em 1966. O tempo na função durou pouco. No mesmo ano, o vice-governador brusquense e getulista foi cassado pelo Regime Militar.

Na realidade, doutor Chico era gaúcho de Guaporé. Entretanto, tendo em vista a forte relação do político com o município de Brusque, seria injusto desconsiderá-lo da lista de políticos brusquenses em cargos relevantes.

Moritz relembra que o empresário Carlos Cid Renaux chegou muito perto de exercer o cargo de vice-governador de Santa Catarina. Chegou a ir a Brasília para receber a “bênção” do presidente Emílio Médici, mas o arenista brusquense, que era presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), foi preterido por ação da oposição interna.

“O Calinho não se desincompatibilizou a tempo do cargo de presidente da Fiesc. Os advogados dele alegaram que, como era presidente de entidade privada e não pública, não precisava deixar o cargo com antecedência. Porém, os opositores tinham outros interesses, e conseguiram na Justiça que ele não fosse aprovado como candidato a vice”, conta Moritz.

Ao lado de doutor Chico e Ivete, entre os brusquenses a ocupar cargos políticos relevantes, estará Hermes Klann, a partir de 5 de maio. Tanto Klann quanto Ivete foram eleitos primeiros suplentes, ele em 2022 com Seif e ela em 2018 com Jorginho Mello (PL). Como Jorginho virou governador em 2022, renunciou ao cargo e abriu espaço para a brusquense assumir a função definitivamente, até o final deste ano.

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