Um caso de morte por hantavirose foi confirmado em Itajaí nesta quarta-feira, 23. Conforme a Secretaria de Saúde, o caso refere-se ao óbito de um homem de 28 anos, sem comorbidades. Com a confirmação, agora ocorre a investigação para saber o local e a fonte de exposição. A confirmação foi feita oito dias após o óbito da vítima, ocorrido no último dia 15.
A hantavirose é uma zoonose viral aguda e grave, causada por vírus do gênero Hantavirus. No Brasil, pode se manifestar como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), com evolução rápida e possibilidade de agravamento importante nas primeiras 72 horas, podendo causar insuficiência respiratória e comprometimento cardiovascular e levar ao óbito.
Os roedores silvestres são os principais reservatórios e podem eliminar o vírus pela urina, fezes e salivas. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas contaminadas pelas fezes e urinas desses animais, especialmente em ambientes fechados, pouco ventilados ou com presença de roedores.
Entre as situações de risco estão a exposição a ambientes contaminados.
A doença ocorre durante todo o ano em Santa Catarina, com maior frequência nas regiões do Alto Uruguai Catarinense, Oeste, Meio-Oeste, Alto Vale e Médio Vale do Itajaí. Em Itajaí, o último caso registrado havia ocorrido em 2007, conforme dados do SINAN Net.
Atenção aos sintomas
Os principais sinais e sintomas são febre, geralmente acima de 38 °C, cefaleia, mialgia, suor, calafrios, vertigem, fraqueza, náuseas, vômitos, diarreia, tosse, dor torácica e dificuldade para respirar ou sinais de insuficiência respiratória.
A suspeita deve ser reforçada quando houver histórico de exposição a roedores, suas excretas ou ambientes de risco, especialmente nos 60 dias anteriores ao início dos sintomas.
A hantavirose é de notificação compulsória imediata. Casos suspeitos devem ser notificados à Vigilância Epidemiológica em até 24 horas, sem aguardar a confirmação laboratorial.
Orientações à população
A população deve evitar o contato direto com urina, fezes e saliva de roedores; manter alimentos protegidos e ambientes limpos; evitar o acúmulo de entulhos e materiais que possam servir de abrigo para roedores; e ter cuidado durante a limpeza de galpões, depósitos e locais fechados.
Pessoas que apresentarem febre ou sintomas respiratórios após exposição a situações de risco devem procurar atendimento de saúde e informar ao profissional sobre essa exposição.
Diante da confirmação do caso no município, a Vigilância Epidemiológica solicita atenção redobrada dos profissionais da rede de saúde para a identificação de novos casos suspeitos. Na presença de suspeita de hantavirose, os serviços devem comunicar imediatamente a Vigilância Epidemiológica e seguir os protocolos e fluxos de notificação vigentes.