Hoje: 24/05/2026 - 13:33
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Justiça determina retomada de câmeras corporais na Polícia Militar de Santa Catarina

Decisão reconhece retrocesso com fim do programa e impõe reimplantação com tecnologia moderna

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A 2ª Vara da Fazenda Pública da comarca da Capital determinou que o Estado de Santa Catarina volte a utilizar câmeras corporais nos uniformes de policiais militares. A decisão foi proferida nesta terça-feira, 12,, e obriga a reimplantação do programa na Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC).

Na sentença, a Justiça considerou que o encerramento do uso das câmeras, em setembro de 2024, sem substituição por outro sistema, representou retrocesso na proteção de direitos fundamentais, como segurança pública, transparência e qualidade das provas.

O Estado alegou problemas como obsolescência dos equipamentos e falhas na cadeia de custódia, mas o entendimento judicial foi de que as dificuldades exigem modernização do sistema, e não a interrupção da política pública.

A decisão determina que o governo estadual apresente, em até 90 dias, um plano detalhado para implantação de um novo programa com equipamentos atualizados e compatíveis com a legislação federal e normas da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

O plano deverá prever expansão gradual do uso das câmeras até atingir todas as unidades operacionais da PMSC, com prioridade para ocorrências de violência doméstica, controle de distúrbios e entradas em residências sem mandado judicial.

A Justiça também proibiu o descarte dos equipamentos atuais sem comprovação técnica de inutilização e determinou a preservação das gravações já existentes.

Além disso, o Estado deverá apresentar relatórios periódicos ao Judiciário com informações sobre o funcionamento do programa, indicadores de uso da força e dados sobre mortes decorrentes de intervenção policial.

Em caso de descumprimento, a sentença prevê multa diária de R$ 50 mil para obrigações ligadas à reimplantação do programa e de R$ 20 mil para demais determinações.

A decisão foi tomada em ação civil pública movida pela Defensoria Pública do Estado e ainda cabe recurso ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

Foto: PMSC

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