Hoje: 24/05/2026 - 13:33
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Investigação

Polícia Civil divulga detalhes sobre investigação da morte de bebê em São João Batista

Exame cadavérico não identifica maus-tratos e mantém causa da morte em apuração

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A Polícia Civil informou na tarde desta terça-feira, 5, detalhes sobre a morte de um bebê de pouco mais de dois meses, registrada pela manhã, por volta das 05h30, em São João Batista, com atendimento no Hospital Monsenhor José Locks.

A criança foi levada ao hospital pelo SAMU após parada cardiorrespiratória e teve o óbito confirmado ainda às 05h30. No atendimento inicial, foram observados sinais clínicos compatíveis com desnutrição, como baixo peso, gradil costal exposto e mucosas ressecadas. O bebê também apresentava fenda palatina, condição que pode dificultar a alimentação.

A cuidadora relatou que acordou por volta das 03h50 para alimentar a criança e percebeu que ela já estava fria. Após isso, avisou a mãe e acionou o socorro. A genitora informou que trabalhava durante a noite e soube do caso posteriormente.

As duas foram levadas à delegacia para apuração de possível maus-tratos, omissão de socorro ou outra conduta. No entanto, não houve prisão em flagrante por falta de elementos suficientes neste momento.

O exame cadavérico apontou que o bebê pesava entre 1,900 kg e 1,950 kg, valor abaixo do esperado para a idade. O médico legista destacou que o baixo peso pode ter várias causas, como alimentação insuficiente, prematuridade ou doença congênita, não sendo possível atribuir, neste momento, a responsabilidade direta aos cuidadores.

Também foram identificados sinais como fenda palatina, micrognatia e crânio reduzido, que podem indicar síndrome genética ou condição congênita. O perito ressaltou que a análise depende de histórico médico e exames complementares.

Não foram encontrados indícios de maus-tratos, nem lesões externas ou internas. O exame também não identificou alimento nas vias respiratórias ou sinais de asfixia, afastando, por ora, a hipótese de broncoaspiração.

Sobre a fenda palatina, o legista afirmou que não é possível dizer se havia indicação imediata de cirurgia ou omissão dos responsáveis sem análise do prontuário médico.

A hipótese de morte súbita não está descartada e poderá ser considerada caso exames complementares não indiquem uma causa definida.

A Polícia Civil informou que o caso segue em investigação para esclarecer a causa da morte.

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